terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Espirito solitário

Espirito mais velho do que o tempo
Espirto que vagueia e deambula sem nada fazer

Espirito que olha para as estrelas, desejando estar com elas
Espirito que voa livre nos ares

Por ondes andas, tu que o coração não se mostra a ninguém
Para ondes vais e para onde queres ir ...

Parti em busca de um espirito que viaja com a noite e com o dia
Tão presente e tão distante de mim ...

Numa noite de lua cheia, enquanto meditava, encontrei-o sentado á minha
frente a olhar para o meu corpo.

Tocou-me no meu coração e lentamente abri os olhos ...
Na minha frente, o espirto esperava-me com um brilho muito fosco ...

Perguntei-lhe como se chamava, apenas abriu os olhos que brilhavam
como duas estrelas muito distantes ...

Perguntei-lhe porque estava ele comigo e do seu peito vi um luz mortiça
que desaparecia na escuridão que inundava o meu espaço.

E como se magia um luar branco imaculado, tornou a escuridão em luz
rodeada de estrelas que nos rodeavam.

E neste reino misterioso e simples, a sua voz soou aos meus ouvidos como
um sussurro de uma brisa suave...

" Sou o espirito que vagueia no teu coração, sou a voz de muitos amores
perdidos, sou a visão das estrelas que nascem sem brilho, sou a luz das estrelas
que brilham nos corações mais puros, sou a alma do luar que de noite guia os
que procuram o brilho da lua e das estrelas. "

Ai percebi quem era ele, não era mais do que um companheiro de viagem
que embarcou no meu coração, que procurava o conforto de um corpo.

Desci até ao meu espaço olhando outra vez para aquele corpo e estendi a minha mão.

Deu-me a mão e juntos viajamos ao sabor do encontro do tempo,
ajudando os que navegam entre a noite e o dia, dando a anjos a sua luz e a demónios
a sua escuridão.

Depois deste corpo perecer, voltará ser um só e voltará para ser o que sempre foi.

Um espirito solitário em busca da luz das estrelas e do luar
que guia até ao seu destino ...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Sonho de uma noite quente de Verão

Passo a mão no meio dos teus cabelos longos
Escuros como o céu da noite.
Os teus olhos viram-se para as estrelas
E os teus lábios saboreiam a doce vida.

Beijo-te com os meus lábios,
Dando mel aos teus, para saboreares
O mai doce que tem a vida.

Desço um pouco mais, os teus lábios
Desfrutam do âmbar que te prometi.
A tua pele suave sabe á mais fresca das frutas
E o seu sumo é o que eu desejo, para matar a minha sede.

Acaricio com as minhas mãos os teus mais belos tesouros.
Duas montanhas criadas por Vénus
E no meio, um vale grandioso, onde perco o meu olhar.

Com suaves passagens, pressinto o desafio que investes em mim.
No centro do corpo, os devaneios aumentam e as ternuras enlouquecem.

Discreto e sublime, passo suavemente para sentir o seu calor que
Alimenta-se dos nossos pensamentos.
Beijo-te uma vez mais, enquanto pedes para continuar a desafiar a loucura.

Com a minha mão firme e meiga como uma pena, abro o presente para
depositar o nosso amor, sob a forma de palavras e pensamentos.

Contemplo tão bela paisagem enquanto ternuras de mel se criam.
Os aromas emanam a minha face, mas, acolhem-me para entregar o meu
amor.

Saboreio o seu vinho, enquanto abro portas para o seu total deleite.
Beijos e ternuras quentes como lava de um vulcão.
Pedes-me para continuar a desafiar os seus impulsos.
Faço-o até ambo ficar embriagados.

As tuas mãos pedem-me que suba até ás montanhas e que forneça
todo o amor que ainda tenha.

A loucura desafia a mente que inundada de sensações pede para aquele
momento continue indefinidamente.

Devolvo-lhe a vida entre caricias e beijos que devolvem a calma, como
uma brisa suave e quente de Verão.

Junto olhamos os nossos olhos e um do outro e contemplamos a magia
Do nosso amor.

Passa uma bela brisa quente de Verão por cima dos nossos corpos.

E quando adormecemos, as estrelas brilham ao ver a luz do nosso amor
Num sonho de uma noite quente de Verão.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Eterna Solitária Viajante ...

Nos teus passos, firmas o tempo que passa por ti 
indidferente.
Nos teus olhos contemplas o horizonte que atravessa o teu corpo.
No teu rosto, escondes as marcas das muitas caminhada feitas.
No teu corpo, as estrelas fizeram-te um mapa. 

Eterna alma viajante, que nos seus olhos, ama o puro dos amores.
Eterna solitária alma, que percorre o caminho sinuoso com passos 
leves de vento.
Eterno seja o horizonte para onde olhas e por onde deslumbras o 
teu destino.

Viajas sem nunca achar um porto seguro, um refúgio.
Viajas como o tempo não quisesse passar por ti.
Viajas sem rumo e viajas livre.

Os teus olhos revelam a sua magia que contagias os que te rodeiam.
O teu corpo esculpido na pedra, deixa que o tempo passe.

Mas, quando a tua alma é revelada, revela-se o mais sublime dos retratos.

Uma rosa com as pétalas suaves e frágeis a bailarem na brisa que corre.

Corro por vales e montanhas apenas para ter uma pétala.


E quando acehi-a vi a tua flor. E tornei-me teu.


E de uma alma com uma rosa a bailarem nasceu uma roseira na tua alma
onde eternamente espalhas flores e onde caminhas nascem rosas.




Dr. Nobody, M.d




Dedicado a: Jady

sábado, 16 de janeiro de 2010

Palavras

Deixei as minhas palavras serem levadas pelo vento
Espalhadas no pleno acaso do mundo.
Deixei de escrever, deixei de falar ...
E observei o mundo em meu redor.
No meio de pensadores, artistas, pessoas comuns e pessoas especiais, 
pessoas com talento e pessoas ao encontro de um.


Voltei desapontado, por não encontrar as palavras que tinha espalhado ...
Já á noite com o brilho diamante das estrelas e o luar pérola,
sentei-me e emergi-me no vago silêncio que inundava 
todo o meu espaço...


Foi então que senti uma presença que não era estranha ...
Como alguém que soubesse que pertencia-me ...


Perguntei-me se tinha perdido algo ...
E cedo compreendi o que sentia ...

As palavras que tinha espalhad, tinham achado o seu caminho 
de volta, e, no seu percurso, transformaram-se em sonhos e 
imagens na minha mente.


Escrevi então estas palavras, para voltar a espalhá-las para alguém
se possa recordar do que essas palavras foram na sua mente.


Perdidas pelo vento, Achadas na mente e no coração ...


Dr. Nobody, M.D.


Dedicado a:  JADY

Caçador de sonhos

Uma alma descontente
Um passageiro frequente
Que se alimenta de sonhos perdidos
De esperanças vãs e goradas

Caçador por natureza 
Sobrevivente por selecção
Instinto de valentia 
Pura ilusão de si próprio


Tempo nunca desperdiçado
Tempo sempre ganho 
Na mira da sua visão
Está apenas a sua perfeição


Palavras, sons, cores, emoções 
Esperanças, amores, desilusões, 
Tudo apenas numa palavra 
E tudo tão simples


Caçador de sonhos perdidos 
De visões muito irrealistas
De cruéis mentiras, de doces palavras 
De cores vivas e palavras mudas


Instinto de sobrevivência, é o que o move 
Ilusão do seu tempo
Ilusão do seu espaço
No entanto, caçador de alma e coração ...



Dr. Nobody, M.D.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Esquecimento

Viajo entre a noite e o dia.
Viajo sem parar num momento que seja.
Nas memórias perdidas e ocultas do tempo,
Vagueio incessantemente sem olhar.

Perdido e encontrado por muitos e por poucos.
Deambulando como o vento que sopra sobre as dunas.
Olhando para a lua e econtrando no seu brilho o meu consolo.

Nas esfinges que avisto, vejo enigmas de sabedoria universal, 
versada em palavras que ouço e que me inquietam.


Nos meus olhos, apenas o momento da fuga do tempo.
Apenas e só o tempo a fugir de todos os cantos e recantos.


Sob elas, vejo as mentiras que constroem este mundo que 
tento escapar. Que humildemente me acolhe e proteje.


No final, só o esquecimento no momento em que acordo da realidade
e percebo que finalmente vivo no sonho que tinha esquecido.



Música: Franka Potente - Fly with me