domingo, 14 de fevereiro de 2010

Os Pesadelos de um alma errante ...

Demónios a sairem de dentro de mim ...
Escuridão que me invade os meus sonhos ...
Insanidade a brotar dos seus gritos estridentes ...
Imagens invadem e bombardeiam a minha mente ...


Coração que tenta proteger-se de um destino infernal.


Escuridão que invade o meu espaço e o meu ser 
Solidão que atormenta, que aperta e sufoca o meu corpo
Dor que aceito enquanto penso nos que salvei ...


Em nome do meus pecados cometidos, em nome dos meus erros,
deixo demónios brincarem com a minha alma.


Protejo o meu coração o melhor que posso dos seus ataques.
Deixo aqueles que me atormentam, saiam satisfeitos com o
seu recreio e com o seu sustento.


Da ausência de lágimas, corto o meu peito para dele sair o
sangue que escorre lentamente e que acalma as hostes.


Sei que não pode ser assim para sempre, mas até lá, alimento os 
demónios para que um dia possa destruir com o mesmo sangue
que corre nas veias que correm para o meu coração, algo que eles 
querem sempre.


Poderei perder a minha alma na guerra, mas, o meu coração será 
a rosa que trará o veneno que tudo destrói e que tudo reconstrói.
Poderosa arma que ninguém pode parar.


E quando a rosa floresecer, das suas pétalas nascerão mais rosas e
elas trarão pequenas gotas de orvalho de uma manhã fresca de Primavera,
as lágrimas da minha alma errante.


Até lá, adormeço o meu corpo e a minha alma ...
Para que os demónios desfrutem de algo que apreciam ...