terça-feira, 28 de agosto de 2012

Palavras para quê ?

Com que palavras posso dizer que amo-te ?
Digo-te num olhar, num jeito meio sem graça e meio convencional até.
Porque sei que não preciso de palavras para amar-te demais.
Sei que não queres a noite, nem as estrelas, nem o brilhar da Lua, mas, eu subo aos céus
e peço á Lua um raio da sua luz, peço ás estrelas um pouco do seu brilho, só para demonstrar
o que te amo.
Que palavras posso eu dizer quando te vejo, quando olhas para mim e fazes-me sentir que 
sou o homem com a mulher mais bela de toda a sua vida.
Sim, és bela, a mais bela.
Sou culpado de ter tido outras flores, sim, amei-as, não me envergonho de dizer.
Amei-as e amo-as por serem quem são e por me mostrarem que o amor é algo magnifico.
Amo-as, mas, amo-te a ti.
E elas, amam tanto como eu, mas, não como eu amo.
Confesso, amo demasiado, amo sem limites.
O verdadeiro amor esse é sempre uma procura que não tem fim, nem começo.
Desculpa se amo as estrelas, a Lua, o Sol, o Mar.
Simplesmente amo. E eu só posso dizer que amo-te, com todo o meu ser.
Amo a luz do sol com a qual eu consigo deslumbrar os teus olhos.
Amo o brilhar das estrelas, como o brilho que emanas dos teus olhos simples.
Amo o sabor dos teus lábios quando me beijas, como o mar que me abraça e me envolve.
Amo cada batida do teu coração, como amo o sabor do vento a passar-me pelo rosto.
Este amor é para sempre e para sempre quererei ser Amor.
Vejo-te quando chamo pelas estrelas.
Vejo quando vejo a Lua cheia no céu.
Eu não sou apenas um homem, também sou Amor.
Este sou eu, Homem e Amor.
Perdi já as palavras gastas pelo tempo, perdidas no esquecimento.
Mas, tenho sempre o Amor comigo.
Por isso, meu Doce, amo-te mesmo não sabendo o que mais dizer, o que mais fazer, o que mais dar para além deste sentimento puro infinito.
Se já sou estranho, mais estranho serei. Não me importo.
Amo e Amo-te. Mesmo que já não o diga mais, mesmo que já não saiba dque mais presentes 
oferecer.
Se alguém disser que escrever cartas de amor é coisa pouca, tem razão.
Porque palavras só têm os poetas e os escritores.
Eu não sou poeta , nem escritor.
Sou apenas um homem que ama.
Um homem que escreve palavras em papel e para a sua amada ler.
Docinho, estas palavras são escritas a tinta e escritas a céu, a estrelas, a luar, onde consegues ver tudo na tua vida.
Onde quer que estejas, terei perto de ti.
Podes já não gostar de mim, não querendo ver-me.
Estarei contigo, não como homem, como Amor.
Amor inebriante, amor explosivo e forte, amor carinhoso e terno.
Amor nas palavras, amor nos actos, amor nos pensamentos,
Se um dia partir, não chores.
Sorri e deixa que o Amor te guie pelo caminho.
Sei que não posso dar a noite e a Lua.
Elas são nossas, também.
Sei que não posso dar as estrelas.mas, elas também são nossas.
E neste momento, ouve as palavras:
Amo-te. Amo-te Muito . Amo-te Sempre.
Daqui ao infinito horizonte. Daqui das minhas palavras até aos meus pensamentos, Amo-te.
Dos meus olhos até aos teus, dos meus lábios até aos teus, amo-te ao infinito.
Ouve o silêncio enquanto lês as minhas palavras.
O meu amor está escondido aí.
Se ouvires bem, eu estou sussurando ao ouvido: Amo-te.
E depois de tudo escrito e tudo feito, nada mais resta.
Apenas e só sentir o teu beijo na minha boca e na minha alma.
E dizer uma última vez: Amo-te Docinho.
Vou pedir á Lua e ás estrelas para mimarem-te muito.
Até logo, amor. Vejo-te nos teus sonhos.
Eu sou o sonho do teu amor.

28/08/2012

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Olhos do silêncio

Olhos distantes no horizonte
Contemplam o momento
E permanecem em silêncio

Olhos penetrantes, marcantes
Que do tempo são constantes
No silêncio se tornam beleza distante

Alma colorida e profunda 
Espalhada em duas obras de arte
Que se disfarçam e escondem

Palavras não alcançam a beleza
Nem a música são tão bela
Quando o mistério está assim tão perto 
E nele se encerra a eternidade.

Silêncio cortante e agreste
Belissimo e desentendido
Mordaz, mas, irónico

E nesse silêncio, vislumbro esses olhos
Olhos brilhantes e discretos
Poderosos e imortais.

Muito vi ao longo do caminho
E muito olhos perscutei
Mas, todos diferentes e no entanto todos iguais

O que vi nos teus olhos, não direi a ninguém
Disse ao teu coração, mágico e poderoso.
E quando perguntares o que eu lhe disse, 
Dirá apenas:

" Olhos no horizonte
  Contemplam o momento
  E permanecem em silêncio ...
  Tal como a alma de quem falou tão simples palavras."