terça-feira, 7 de agosto de 2012

Olhos do silêncio

Olhos distantes no horizonte
Contemplam o momento
E permanecem em silêncio

Olhos penetrantes, marcantes
Que do tempo são constantes
No silêncio se tornam beleza distante

Alma colorida e profunda 
Espalhada em duas obras de arte
Que se disfarçam e escondem

Palavras não alcançam a beleza
Nem a música são tão bela
Quando o mistério está assim tão perto 
E nele se encerra a eternidade.

Silêncio cortante e agreste
Belissimo e desentendido
Mordaz, mas, irónico

E nesse silêncio, vislumbro esses olhos
Olhos brilhantes e discretos
Poderosos e imortais.

Muito vi ao longo do caminho
E muito olhos perscutei
Mas, todos diferentes e no entanto todos iguais

O que vi nos teus olhos, não direi a ninguém
Disse ao teu coração, mágico e poderoso.
E quando perguntares o que eu lhe disse, 
Dirá apenas:

" Olhos no horizonte
  Contemplam o momento
  E permanecem em silêncio ...
  Tal como a alma de quem falou tão simples palavras."